10.4.07
23.11.06
Sugestões de imagens
Aqui estão minhas sugestões de imagens pra comunidade. Busquei no Getty Images, meu site favorito pra essas coisas.
1) Esta não tem o aluno, mas gostei da atitude da professora. :D
2) e 3) são super genéricas, mas cumpririam bem o papel.
4) já é um pouco mais simbólica: pensei na idéia de que um professor pode mostrar um novo mundo para o aluno... Muito piegas? :D
5) tá, eu sei que parece matemática o que está na lousa, mas vcs acham que alguém vai enxergar isso no orkut, do tamanho que a foto fica? :D
6) gosto da mensagem. Também não sei se ficará visível no orkut, hehehehe
7) Esta parece eu às 7h30, todas terças e quintas... Achei bem realista. :)
Pedirei a vocês que comentem as fotos na própria comunidade e utilizem os números que eu atribuí para se referir a elas - assim ficamos mais organizados.
Espero ter contribuído. :)
Abraço!
15.5.06
Carta aberta aos meus amigos

Não dá para ficar impassível diante de tudo que está acontecendo em São Paulo desde a última sexta-feira.
A violência está em todos os lados; não sabemos onde nos esconder, tememos por aqueles que amamos e por toda a população.
Hoje, o medo, a revolta e a aflição estão estampados no rosto das pessoas que tiveram coragem de sair nas ruas.
No entanto, escrevo para propor um exercício para vocês, que estão recebendo esta mensagem.
Sei que muita gente vai dizer que "é fácil falar", mas já que é fácil falara, vou fazê-lo.
De repente a gente consegue agir. :)
Em tempos como este, devemos controlar nosso pânico e respirar profundamente, para agir com discernimento.
Devemos estar atentos e ter bom senso, mas sem alimentar a paranóia - é ela quem dá força para o que está acontecendo.
Devemos ligar para nossos parentes e amigos, não apenas para expressar nossa preocupação, mas também nosso amor.
Devemos buscar a força que há dentro de nós para nos proteger, e estender esta força em direção dos que estão ao nosso redor e dos que estão paralisados pelo terror.
Devemos nos ligar com o que há de melhor dentro de nós, e não o contrário.
Hoje, mais que tudo, oremos - cada um para o seu Deus, qual seja o nome que dê a ele.
Se você vê alguma coerência no que eu proponho, passe esta mensagem adiante. Assine embaixo do meu nome, mexa no texto para ficar com a sua cara.
Não sou fã de spams, mas acho que algo que acalme um pouco os corações vai fazer diferença durante um dia como este 15 de maio. Vamos fazer uma corrente do bem para abrandar essa onda que nos assola agora. :)
Muita luz, muita força, muita calma para todos vocês.
Um abraço.
30.3.06
RAPIDINHAS DA VIDA QUE CORRE

Semana passada, na sala de medicação de um hospital.
"Assim está bom para a senhora, dona Jamila?"
Olhei por trás da cortina e vi Jamila, uma velhinha octogenária que nem andava mais.
Apaixonei-me à primeira vista: perguntei sobre sua história, busquei-lhe água e fechei a janela por causa da corrente de ar. Ela parecia ter escaras nas costas, mas era muito afável e tinha um sorriso muito bonitinho.
Dona Jamila não ouviu meu "tchau" quando os enfermeiros a levaram.
Eu não insisti, sentada no meu silêncio de quem parecia ter conversado com seu próprio fim.
Que coisa bonita.
* * *
Cada vez mais tenho essa impressão: o oposto da fé não é a descrença. É o medo.
* * *
Há uma onda de outdoors felizes pela cidade.
"Você é feliz?", um rapaz desdentado pergunta, em nome de uma revista.
"Você já respirou hoje? Uma felicidade tão simples", sugere uma marca de roupas e acessórios.
Eu respondo que sim às duas perguntas.
9.3.06

"Men have always thought that there was a PERFECT PATH. Men have always fooled themselves about that lost paradise. Life on Earth is by all means an eternal search for a POSSIBLE PATH. We live and achieve happiness rather through POSSIBILITY than through PERFECTION". (Rousseau)
"A humanidade sempre acreditou que havia um CAMINHO PERFEITO. Os homens sempre se iludiram com a idéia de um paraíso perdido. Na verdade, a vida na Terra é uma eterna busca por um CAMINHO POSSÍVEL. Nós vivemos e tornamo-nos felizes através da POSSIBILIDADE, e não da PERFEIÇÃO."
Foram poucos os filmes até hoje que mexeram comigo como "Quem somos nós". Estou desde domingo tentando reorganizar minha percepção de mundo e de mim mesma, com o cuidado de não me desfazer de princípios e valores antes de experienciar melhor certos aspectos que o filme trouxe à tona.
Para quem não sabe do que eu estou falando, "Quem somos nós" explica de forma absurdamente clara (pelo menos para mim, hehe) a atual convergência de teorias científicas e espiritualidade, principalmente através da física e da matemática quântica. Mais assustador e maravilhoso que isso é a constatação empírica de que cada um de nós é responsável pela própria situação de vida e também por aquilo que o mundo se torna, a cada instante. Finalmente a ciência começa a comprovar o impacto do pensamento humano sobre o indivíduo e sobre o meio.
Há tantas coisas para se discutir dentro deste tema. Quão longe a ciência foi até aqui? Quanto há para se descobrir? E, mais importante: como incorporar estes conceitos ao cotidiano, sem que a busca do pensamento disciplinado se torne uma neurose? Naturalmente, não há fórmulas nem respostas prontas, já que qualquer caminho de auto-conhecimento depende da vontade de cada um.
Equações e orações podem nos ajudar, assim como o vínculo com outros seres humanos. No entanto, o caminho interior é uma jornada solitária, cujo trajeto só nós mesmos podemos traçar. O destino desta jornada? Ainda temos muito para evoluir até podermos compreendê-lo... se é que há algo para ser compreendido. :)
3.3.06

mortis nostre
Morte é vida, o tempo todo. Morro a cada minuto. Você morre enquanto lê, agora.
E se você acha isso sinistro ou incômodo, talvez esteja na hora de deixar a morte fazer parte da sua vida - das coisas mais ínfimas às experiências mais profundas.
Não carregue tanta coisa dentro de você. Ninguém precisa de tanto.
Morra antes de dormir, todas as noites. Acorde ciente da nova oportunidade.
Morrer é deixar-se transformar, dar vazão para o potencial latente que aguarda para brotar após o inverno de uma existência. Morte é eqüanimidade e desapego. É evolução.
Morte e vida são uma só.
COMO ENCARAR A MORTE
(Carlos Drummond de Andrade)
De longe
Quatro bem-te-vis levam nos bicos
o batel de ouro e lápis-lazúli,
e pousando-o sobre uma acácia
cantam o canto costumeiro.
O barco lá fica banhado
de brisa aveludada, açúcar,
e os bem-te-vis, já esquecidos
de perpassar, dormem no espaço.
A meia distância
Claridade infusa na sombra,
treva implícita na claridade?
Quem ousa dizer o que viu,
se não viu a não ser em sonho?
Mas insones tornamos a vê-lo
e um vago arrepio vara
a mais íntima pele do homem.
A superfície jaz tranqüila.
De lado
Sente-se já, não a figura,
passos na areia, pés incertos,
avançando e deixando ver
um certo código de sandálias.
Salvo rosto ou contorno implícito,
como saber que nos procura
o viajante sem identidde?
Algum ponto em nós se recusa.
De dentro
Agora não se esconde mais
Apresenta-se, corpo inteiro,
se merece nome de corpo
o gás de um estado indefinível.
Seu interior mostra-se aberto.
Promete riquezas, prêmios,
mas eis que falta curiosidade,
e todo ferrão de desejo.
Sem vista
Singular, sentir não sentindo
ou sentimento inexpresso
de si mesmo, em vaso coberto
de resina e lótus e sons.
Nem viajar nem estar quedo
em algum lugar do mundo, só
o não saber que afinal se sabe
e, mais sabido, mais se ignora.
